Monday, July 31, 2006

Dormindo com o inimigo

Do filme com a Roberts e Patrick Bergin.

Agora, como é possivel que eu dê por mim, já em acesa discussão, com uma pessoa conhecida, de formação superior, que defendia a tese que o marido (Patrick Bergin), era doidamente apaixonado pela mulher, amando-a loucamente, e que só por isso fez o que fez.

Mas será possivel que no imaginário das pessoas, ainda exista a leitura de que isso é amor, apesar de todas as campanhas contra a violencia domestica?

Sunday, July 30, 2006

Violência doméstica

Violência Doméstica é a agressão, franca ou velada, politicamente correcta ou não, que um membro da família submete os demais.

Violência física — quando envolve agressão directa, contra pessoas queridas do agredido ou destruição de objectos e pertences do mesmo;

Violência psicológica — quando envolve agressão verbal, ameaças, gestos e posturas agressivas;

Violência sócio-económica, quando envolve o controle da vida social da vítima ou de seus recursos económicos.

Sua importância é relevante,

Devido ao sofrimento indescritível que imputa às suas vítimas, muitas vezes silenciosas (...).

Causas e motivos

A violência doméstica conjugal é causada especificamente pela escolha de um parceiro em agir de forma agressiva com relação ao outro.

Os motivos da violência doméstica não são necessariamente machucar o parceiro.

Ao invés disso, geralmente se relacionam a manter um poder e controle sobre a vítima.



PODER E CONTROLO, PODER E CONTROLO, PODER E CONTROLO, PODER E CONTROLO...

A vítima

A vítima de Violência Doméstica, geralmente, tem pouca auto-estima e se encontra atada na relação com quem agride, seja por dependência emocional ou material.

O agressor geralmente acusa a vítima de ser responsável pela agressão, a qual acaba sofrendo uma grande culpa e vergonha.

Algumas situações, de franca violência doméstica persistem cronicamente porque um dos cônjuges apresenta uma atitude de aceitação e incapacidade de se desligar daquele ambiente, sejam por razões materiais, sejam emocionais.

http://pt.wikipedia.

A Violência Psicológica

A Violência Psicológica ou Agressão Emocional, às vezes tão ou mais prejudicial que a física.

É caracterizada por rejeição, depreciação, discriminação, humilhação, desrespeito e punições exageradas.

Trata-se de uma agressão que não deixa marcas corporais visíveis, mas emocionalmente causa cicatrizes indeléveis para toda a vida.

Comportamentos histéricos

Um tipo comum de Agressão Emocional é a que se dá sob a autoria dos comportamentos histéricos, cujo objetivo é mobilizar emocionalmente o outro para satisfazer a necessidade de atenção, carinho e de importância.

A intenção do agressor histérico é mobilizar outros membros da família, tendo como chamariz alguma doença, alguma dor, algum problema de saúde, enfim, algum estado que exija atenção, cuidado, compreensão e tolerância.

“histrionismo”

No histérico, o traço prevalente é o “histrionismo”, palavra que significa teatralidade.

O histrionismo é um comportamento caracterizado por colorido dramático e com notável tendência em buscar atenção contínua.

Normalmente a pessoa histérica conquista seus objetivos através de um comportamento afetado, exagerado, exuberante e por uma representação que varia de acordo com as expectativas da platéia.


Através das atitudes histriônicas o histérico consegue impedir os demais membros da família a se distraírem, a saírem de casa, e coisas assim.

O homem histérico é a grande vítima e o maior mártir, cujo sacrifício faz com que todos se sintam culpados.

Representar papeis

Representar papéis é a especialidade mais meritosa da pessoa histérica.

Essa tentativa (e sucesso) da pessoa histérica em conseguir quase tudo através da mobilização emocional dos demais membros da família causa, cronicamente, um expressivo Sofrimento Emocional.

O sentimento de culpa aparece quando alguém percebe que o histérico da família “adoeceu” por sua causa.

Quietinho no seu canto

Mas a natureza do histérico não é só movimento e ação;

quando ele percebe que ficar calado, recluso, isolado no quarto ou com ares de “não querer incomodar ninguém” é a atitude de maior impacto para a situação, acaba conseguindo seu objetivo comportando-se dessa forma.

Existem, por outro lado, os agressores que não falam mas sugerem continuadamente e com muita eficiência tudo aquilo que querem transmitir.

Comportam-se “doentemente”, colocam a mão no peito para sugerir dor no coração mas, perguntados se sente alguma coisa, apressam-se a dizer que não.

Na realidade estão torturando os outros duas vezes; primeiro por deixar todo mundo apreensivo sobre essa misteriosa dor no peito, e em segundo, por transmitir a impressão de que não se queixam, logo, nunca saberão se está com dor ou não.

Existem ainda aqueles que se comportam placidamente, resignadamente, “quietinhos em seu canto”, deixando claro seu mal estar e profundo aborrecimento com alguma coisa que está ocorrendo no lar.

Esses são piores porque querem que todos saibam o que estão querendo sem que tenham de dizer

Fazer o outro sentir-se inferior

Outra forma de Violência Emocional é fazer o outro se sentir inferior, dependente, culpado ou omisso é um dos tipos de agressão emocional dissimulada mais terríveis.

A mais virulenta atitude com esse objetivo é quando o agressor faz tudo corretamente, impecavelmente certinho, não com o propósito de ensinar, mas para mostrar ao outro o tamanho de sua incompetência.

O agressor com esse perfil tem prazer quando o outro se sente inferiorizado, diminuído e incompetente.

O comportamento de oposição e aversão

O comportamento de oposição e aversão é mais um tipo de Agressão Emocional.

As pessoas que pretendem agredir se comportam contrariamente àquilo que se espera delas.

Demoram no banheiro, quando percebem alguém esperando que saiam logo, deixam as coisas fora do lugar quando isso é reprovado, etc.

Até as pequenas coisinhas do dia-a-dia podem servir aos propósitos agressivos, como deixar uma torneira pingando, apertar o creme dental no meio do tubo e coisas assim.

Mas isso não serviria de agressão se não fossem atitudes reprováveis por alguém da casa, se não fossem intencionais.

Essa atitude de oposição e aversão costuma ser encontrada em maridos que depreciam a comida da esposa.

Esses agressores estão sempre a justificar as atitudes de oposição como se fossem totalmente irrelevantes, como se estivessem corretas, fossem inevitáveis ou não fossem intencionais.

Entretanto, sabendo que são perfeitamente conhecidos as preferências e estilos de vida dos demais, atitudes irrelevantes e aparentemente inofensivas podem estar sendo propositadamente agressivas.

Mas isso não serviria de agressão se não fossem atitudes reprováveis por alguém da casa.

Enfim, as agressões emocionais do tipo Comportamento Opositor e Aversivo são variadíssimas, de acordo com as características de cada família.

E nem sempre é apenas a atitude ativa que agride.

A não-atitude também pode ter propósitos agressivos; o silêncio e o emudecimento podem agredir, assim como a apatia, a omissão, desinteresse e o não-fazer-nada.

Emoções negativas

Algumas pessoas têm a incrível necessidade de provocar emoções negativas nos outros quando, elas próprias, estão emocionalmente complicadas.

É como se “o condenado se consolasse na dor do semelhante”.

Assim sendo, quando essas pessoas estão irritadas, magoadas, contrariadas, será muito pior sua irritabilidade, mágoa e contrariedade se não tiverem, ao seu redor, pessoas com iguais ou piores sentimentos.



A maior evidência de que os comportamentos opositores são agressivos na medida em que causam mal estar emocional no outro, é a ausência deles na ausência do espectador que se quer agredir.

Violencia verbal, até no silencio

A violência verbal existe até na ausência da palavra, ou seja, até em pessoas que permanecem em silêncio.

O agressor verbal, vendo que um comentário ou argumento é esperado para o momento, se cala, emudece e, evidentemente, esse silêncio machuca mais do que se tivesse falado alguma coisa.
Nesses casos a arte do agressor está, exatamente, em demonstrar que tem algo a dizer e não diz.

Aparenta estar doente mas não se queixa, mostra estar contrariado, "fica bicudo" mas não fala, e assim por diante.

Ainda agrava a agressão quando atribui a si a qualidade de "estar quietinho em seu canto", de não se queixar de nada, causando maior sentimento de culpa nos demais.

Ainda dentro desse tipo de violência estão os casos de depreciação da família e do trabalho do outro.

Violencia verbal

Um outro tipo de violência verbal e psicológica diz respeito às ofensas morais.

Maridos e esposas costumam ferir moralmente quando insinuam que o outro tem amantes.

Muitas vezes a intenção dessas acusações é mobilizar emocionalmente o(a) outro(a), fazê-lo(a) sentir diminuído(a).

O mesmo peso de agressividade pode ser dado aos comentários depreciativos sobre o corpo do(a) cônjuge.

Questionário preditivo de violência doméstica

A pessoa que convive com você...

1. Agride na maior parte do tempo?
2. Acusa constantemente de ser infiel?
3. Desencoraja-a as suas relações de amizade com a sua família e amigos?
4. Priva-a de trabalhar, de estudar?
5. Critica-a por pequenas coisas?
6. É agressivo com facilidade, quando está bêbado ou drogado?
7. Controla as finanças, obriga-a e força-a a comprar só o que ele acha importante?
8. Humilha-a em frente de outros?
9. Destrói objetos pessoais e com valor sentimental?
10. Agride ou espanca seus filhos?
11. Usa e/ou apontou alguma arma contra você?
12. Obriga a ter relações sexuais contra sua vontade?

http://www.psiqweb.med.br/infantil/violdome.html

Thursday, July 27, 2006

É claro que na teoria

É sedutora a ideia de debicar aqui, petiscar ali....
Mas depois, quer-se mais! Aliás, merece-se mais! Muito mais....

Ficam escandalizadas/os

Só porque digo que quero companhia!
Como se fossem elas/eles a decidir da minha vida! Para mais, quando nem da vidinha delas/deles decidem....

Sim,
Vem toda a gente com aquela história:
"_ Agora, homens (no sentido de casamento, de compromisso), nunca mais, não é?"

E ficam de olhos arregalados, mesmo a saltar das órbitas!, quando respondo que só se não encontrar! Sério! Até custa a crer!

Mas, afinal, digam lá, não anda toda a gente a procurar companheiro? Não é aí que se encontra o equilibrio, a paz, a estabilidade? Não é essa a busca do graal? Que diabo!

Ao menos eu conheço-me e assumo-me. Sei o que quero.

Posso é não encontrar, mas isso é uma outra história!


Creio FIRMEMENTE, que, se o primeiro casamento durou dois anos, e o segundo durou 20, o terceiro vai durar, DE CERTEZA, duzentos anos.

Mas, quando o disse ao meu amigo Pedro, que até é uma pessoa calminha, tranquila, ele arrepiou-se todo, encolheu-se até, e, no meu interesse, a pensar no meu bem estar, recomendou:

_ Olha que tu nunca digas isso a um homem, que assim, nunca mais "apanhas" nenhum. É que eles fogem todos!



Mas, sinceramente, ainda há por aí alguma mulher a querer "apanhar" algum homem?
Que diabo!

(Ou sou eu que de facto estou fora do contexto?)

Não é certo que, quando um homem e uma mulher se querem, nenhum "apanha" nenhum... que é muito mais natural que se colem mutuamente....

Wednesday, July 26, 2006

Quando me obrigaram a pensar

E
me perguntei
qual foi o tempo mais feliz da minha vida
não tive qualquer duvida na resposta:

O tempo mais feliz da minha vida, foi o tempo em que fui de companhia, o tempo em que fui par.

Tuesday, July 25, 2006

Hoje

De manhã, o Deposto estava no "meu" café!

Aquele em frente ao serviço, onde sempre tomo a bica, sózinha, onde ele nem entrava porque não suportava o cheiro do café.

Entrei, passei por ele, pois que estava memso na entrada, e, tranquilamente, ocupei uma mesa - nunca é a mesma - e tomei o meu café.

Mais tarde recebi sms, do Deposto, (o tal que nem sabia lê-las, muito menos escrevê-las!) dizendo que "Ao menos bom dia ou um olá".

Fiquei calma, tranquila, indiferente, mas, durante todo o dia, não consegui escrever uma linha, apesar de ser esse o meu trabalho.


Talvez amanhã também lá esteja, mas com a namorada, que faz questão de andar a apresentar nos serviços...

:P

beijibirilinho!

Monday, July 24, 2006

Sinto falta

De abraçar, de envolver, de fazer meu.

Queria ter um bébé, ou um cão, ou um homem.

Qualquer coisa assim que pudesse aninhar no meu colo, aconchegar no meu peito, apertar nos meus braços, e mimar longamente, abraçar ternamente, acarinhar sem fim...

Ontem à noite

Quando o meu filho chegou, cerca das duas da manhã, eu ainda estava a ler, presa na história do Arthur Golden - memórias de uma Gueixa.

Ele chegou, e, com aqueles olhinhos a rir que ficam a brilher, parecem faróis, meteu o nariz no meu quarto (que tem sempre a porta aberta) e, tentando fazer cara séria, cara de mau, rezou:

_ Ainda estás acordada?

_ Achas que são horas de ainda estares acordada?

_ Para mais a ler?

_ Amanhã, não trabalhas?

_ Quero ver como vais sair da cama...

E, mesmo sabendo que era brincadeira, que era o meu filho, que os olhinhos dele estavam arrepiados de tanto rir por dentro,

... a minha alma apertou-se, pulou a encolher-se, ficou pequenina, e o medo envolveu-me de novo, alargou-se-me no peito para caber, invadiu-me, inundou-me de um "já visto" que eu tinha esquecido.

Sunday, July 23, 2006

Acabou o mimo....

A minha irmã foi embora. Os meus filhos também partiram na vida deles.

Fiquei eu.

De novo só em casa.

Com a boa companhia que eu sou.
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